Aumente sua velocidade de edição no Lightroom

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A importância da utilização de pelo menos alguns destes recursos está ligada à elaboração de um fluxo de trabalho que consiste exatamente na orientação de como iremos proceder quando chegamos com novos cartões de memória de um evento, desde sua ingestão, até a finalização, passando pela organização, edição e tratamento.  Este detalhamento é obrigação do fotógrafo. Cabe a ele definir os passos para que sua equipe tenha certeza que está executando de forma correta, antes, durante e, principalmente, pós evento. Importante destacar que a organização parte do comandante da equipe. Será dele a função de verificar se o processo está cami- nhando corretamente como planejado. Não esquecendo de se policiar para trabalhar sempre da forma como foi planejado ou ajustar para que se tenha um fluxo ainda mais arredonda- do, caso contrário, todo o trabalho de sua montagem foi por água abaixo.

Para poder facilitar ainda mais a vida de todos, o Lightroom oferece alguns recursos que são, em muitos casos, subutilizados.

Por exemplo, você já ouviu falar em Coleções Inteligentes?

Espero que sim, mas já utilizou a seu favor?

Veremos a seguir ao compartilhar meu fluxo de trabalho quando o assunto é edição.

Edição positiva: busco por imagens que me agradam por algum motivo e que cativam a minha atenção. Não busco motivos extras. Se gostei, esta é marcada com uma BANDEIRA BRANCA (tecla de atalho “P”).
Edição comparativa: Logo após esta primeira edição, as imagens semelhantes são repassadas no módulo de EXIBIÇÃO DE PESQUISA (tecla de atalho “N”). Seleciono blocos de imagens semelhantes e elimino da seleção, retirando a BANDEIRA BRANCA aplicada (tecla de atalho “U”).

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Busca por imagens de destaque:
durante o processo acima, é feito, em paralelo, uma busca por imagens que tem relação com dois fatores – imagens que podem estar presentes em meu portfolio e imagens que podem ser divulgação em meu blog/mídias sociais. Diante destas duas necessidades e
pensando em como o Lightroom trabalha com a utilização de seus atributos, defino a seguinte forma de edição:
• Imagens para blog – 1 ESTRELA (tecla de atalho “1”)
• Imagens para portfolio – 2 ESTRELAS (tecla de atalho “2”)
• Detecção de imagens para tratamento ou já finalizadas.

Neste último e importante passo, sinalizo minhas imagens com dois atributos que se assemelham aos sinais de trânsito. Todas aquelas fotografias que já tiveram passadas por um tratamento no LR, e já estiverem prontas para exportar, são rotuladas com a cor VERDE (tecla de atalho “8”) e todas aquelas imagens que precisam ser passadas por um refinamento no Photoshop são então marcadas pelo rótulo VERME- LHO (tecla de atalho “6”).

Caso a imagem já tenha sido tratada no PS, então atribuo o RÓTULO VERDE (“8”) para que ela esteja pronta para liberação.
Basicamente, meu fluxo de edição e finalização foi estabelecido. O que é comum ver é que, mesmo quem possui um fluxo já detalhado, não possui uma sequência de informativos que ajudarão a entender como anda o processo de edição e qual o volume de imagens que ainda nos restam para finalizar nosso trabalho e é neste ponto que entram as Coleções Inteligentes.

As Coleções Inteligentes nada mais são que, como o próprio nome já sugere, coleções, mas com uma pitada de automatização baseada em uma pesquisa geral em nosso catálogo. Com o fluxo produzido e com o poder desta funcionalidade, fica agora muito simples e fácil gerar coleções que nos orientarão no andamento de nosso trabalho. Seguindo as informações passadas acima, será possível criar, para este fluxo, cerca de cinco coleções inteligentes e, para criarmos, devemos acessar o sinal de + ao lado do título do menu de COLEÇÕES, localizado no módulo de BIBLIOTECA. Ao acessarmos este item, crie coleção inteligente, que dará acesso para uma tela simples de ser configurada.

O primeiro passo, e um dos mais importantes, é o nome solicitado. Muitos ignoram a utilização de um nome condizente com sua ação e inserem qualquer coisa a fim de, rapidamente, finalizar o processo. Neste caso, elaboro a primeira coleção relacionada com as imagens que irão para meu Blog.

É possível alocar quantos estilos de pesquisa for necessário e, quanto mais detalhado, mais refinada será a busca e mais precisa as informações passadas. Para este caso escolhi inserir três simples parâmetros:
• Sinalizador de escola – SINALIZADA. Este item é o que representa a bandeira branca, permitindo apenas exibir as imagens escolhidas durante a edição.
• Cor do Rótulo – VERDE. Para que seja possível a inserção de imagens que já estejam tratadas e prontas para exportar.
• Avaliação – maior ou igual a 1 ESTRE- LA. Mais acima foi informado que meu fluxo segue a escolha de 1 estrela para
o Blog e 2 para portfolio e neste item estou inserindo a informação de maior ou igual a 1 ESTRELA, englobando todas as imagens que possuam 1 ou 2 estrelas.

No caso do meu fluxo de trabalho, esta característica faz todo sentido, pois mesmo as imagens que estão marcadas para blog quanto as que são do meu portfolio (marcadas com duas estrelas) fazem parte desta possível publicação.
Com estas marcações, a coleção inteligente está pronta. O interessante deste tipo de coleção é que ela não é estática. Após criada, você verá toda a busca em seu catálogo pelos parâmetros informa- dos e o fantástico é que mesmo outras imagens que ainda não possuem estas características, quando aplicadas a elas (Bandeira Branca + 1 ou 2 Estrelas + Rótulo Verde) serão, automaticamente, inseridas.

A partir daí, temos então um local único para verificação onde podemos nos dirigir e, a partir de lá, fazer a exportação para o local.

As coleções inteligentes podem ser usadas para captar pesquisas diversas ao longo da biblioteca e nos permitir listar em uma única área de acesso a evolução de nossas imagens.

A criatividade e união com o nosso fluxo de trabalho são primordiais para que seja possível criarmos itens que nos serão úteis. Alguns casos interessantes são pelas buscas de ima- gens sem palavras-chave, ou ainda, sem tratamento, o que nos permite ter uma visão do progresso de nosso trabalho em relação à organização (no caso da falta de palavras-chave nas imagens) ou na
pendência da revelação das imagens.

Artigo publicado na Revista Photos e Imagens Edição 64, autor Henrique Ribas

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