Equipamentos Fotográficos: Mas, o que levar?! – PARTE 1

A primeira impressão é a que fica. Este ditado está mais certo que qualquer outro. Uma pessoa demora anos para conquistar a confiança de um próximo, mas depende de somente alguns segundos para perdê-la para sempre. O profissionalismo de um fotógrafo está muito ligado a isso. De nada adianta ter nome, cobrar caro ou ter status no meio, se na hora de estar pronto para efetuar a cobertura do evento contratado, ele chegar atrasado, ou por simplesmente esquecer de carregar as baterias da câmera e esta te deixar na mão na hora “H”.

Há diversos outros fatores que interferem na imagem de um profissional, como por exemplo, a simpatia, a cordialidade, o próprio profissionalismo, argumentação, um site, a equipe, pontualidade, e diversos outros fatores, porém não vou me ater a todos eles, focando somente na questão do equipamento em si.

Claro que há meios de se contornar certas situações, porém, diante do momento do beijo num casamento, momento único na vida dos noivos, se a bateria acabar, ou o cartão estourar e não haver algum modo de capturar aquele momento, sinto muito, mas será um grande deslize difícil de ser recuperado.

Primeiramente defina exatamente o objetivo para uma possível saída fotográfica. Será para um trabalho contratado, ou será um evento particular, ou uma saída com a turma do Clube de Fotos. Irá fotografar pássaros, esportes, pessoas, paisagens, irá durar mais de um dia, o trabalho deverár ser entregue no mesmo dia, ou será um mix disso tudo e mais um pouco. Esta definição é extremamente importante para saber o equipamento que deverá ser levado, seja ele fotográfico ou não.

Pensando em situações extremas como esta comentada, é que senti a necessidade de listar algumas dicas mais básicas que lhe farão pensar um pouco melhor sobre o que levar e como estar preparado para certas situações.

Lembre-se primeiramente que os fotógrafos trabalham com o olhar e é com ele que passam a registrar os momentos ao seu redor, mas tenha em mente que todos estes fotógrafos, necessitam de um apetrecho eletrônico, a câmera, que está sujeita a ter algum problema, num certo momento, que de agordo com a Lei de Murphy, muitas vezes pode ser nesta bendita hora “H”. Por isso é bom prevenir do que remediar, e prevenir é estar preparado com alguns itens de segurança que irão suprir a necessidade que a falta do equipamento principal fará, caso dê algum problema, por exemplo.

Vamos então contar alguns pontos importantes a se levar para algumas saídas genéricas, levando por exemplo, alguns casos ao extremo.

Vamo fantasiar uma viagem, contratada por uma revista do meio esportivo, para uma cidade distante da sua, onde você precisará cobrir um corrida de rua.

Após definir os detalhes de viagem, contrato, formas de pagamento e tudo mais, é muito importante também sair de casa sabendo, quando que este cliente precisará das imagens que você fará. O motivo deste tipo de informação, é principalmente para saber se será ou não necessário você carregar um notebook, com um Photoshop e/ou Lightroom instalados com um gravador de DVD, para que seja possível liberar as imagens diretamente do hotel de onde se encontra. Caso negativo, é possível você optar em levar ou não este notebook, ou talvez optar por um netbook, somente para que você se mantenha conectado enquanto esta viajando. Mas desde já recomendo levar sempre este equipamento, principalmente para este tipo de evento, para que aos pouco vá descarregando e limpando os cartões de memória que estiver usando.

Falei rapidamente do notebook mas junto a ele, lembre-se sempre do cabo de energia, de um bom mouse e até um mousepad, do modem 3G, DVDs virgens, um HD externo, o leitor de cartões de memória, cabo USB da câmera caso o leitor não responda corretamente, e demais itens que venham necessitar que esteja ligado ao computador. O importante deste ponto é lembrar que o notebook irá servir para que você execute o trabalho, que deveria ser feito em seu escritório, no próprio hotel por exemplo, e este trabalho não deve se tornar um problema e sim uma solução para a rápida disponibilização do material, por isso a abragência de certos materiais que devem constar na mochila.

Dica:
Em muitos casos, quando estou em posse do meu iPod (capacidade de 80GB), utilizo o seu robusto disco rígido para me servir como um HD externo. Basta plugá-lo numa porta USB do notebook e utilizá-lo como um pen drive gigante. Já vi no Mercado Livre vendendo um acessório para o iPod que serve para efetuar esta transferência de arquivos diretamente da câmera para o dispositivo, sem a interface do computador, com a possibilidade de visuliazação das imagens no LCD (pelo que lí, somente as imagens em JPG poderiam ser vistas). A idéia parece ser muito útil, praticamente transformaria o iPod num Wolverine (unidade de disco externo com um visor LCD que possibilita a visualização das imagens contídas internamente).

Sobre o leitor de cartões de memória.
Muitos, inclusive eu já passei por isso, tendem a comprar um leitor genérico, que faz corretamente a interface de comunicação com o computador para transmitir as imagens, porém esquecem que estes mais simples não possuem uma leitura e envio rápido para o computador. Quando se trata de cartões de 2GB, onde o volume de imagens é relativamente pequeno, este modelo mais simples pode ser útil, mas transferir um cartão de 8 ou 16GB lotado irá demandar um bom e precioso tempo. Sem forçar ninguem a comprar uma determinada marca, mesmo porque não sou patrociondo por ela, recomendo verificar a possibilidade de aquisição de um leitor de CF (Compact Flash) da Sandisk. Caso ainda seu computador possua entrada FireWire, lembre-se então de adquirir ainda um cabo de comunicação FireWire, o que irá acelerar muito esta transferência.

E o equipamento fotográfico, o que devo colocar na mochila?

Lentes e filtros

Lembre-se, o evento irá ditar este caminho para que você coloque lá dentro lentes específicas para tal trabalho. Esta definição é boa para que você não precise levar as 25 lentes que possui, ou certos filtros de efeitos que não irá utilizar. Apesar de conseguirmos restringir bem este montante, sempre recomendo colocar aquela lente, ou filtro que imagina talvez que irá utilizar, ou aquela super tele que talvez seja essencial. O importante neste ponto é não lotar a mochila com aquilo que com toda certeza não irá utilizar e se preparar para certas situações que podem vir a acontecer. No exemplo acima, que cobriremos uma corrida de rua, uma meia tele, uma tele maior e uma grande angular seria de grande necessidade. Talvez com uma 24-70 e uma 70-200 já conseguiriam suprir as necessidades. Agora, eu já vi várias imagens feitas com lentes wide e olho de peixe que ficaram show, então irei também colocá-la na lista de lentes para levar. Para este tipo de evento levarei somente os filtros UV, para cada lente, e ainda um Polarizador caso veja uma situação interessante para uso. Lentes Macro ou um kit close-up não são necessários neste tipo de cobertura, mas lembre-se de avaliar uma possível necessidade de ter um exemplar deste em sua mochila.

É sempre bom lembrar da questão das tampas das lentes, bags protetoras, panos específicos para limpeza, fuc-fuc (para quem não sabe, é aquela bombinha de ar para limpar o grosso da poeira), um pincel grande para também tirar a poeira e algum cisco que esteja na lente, e outros acessórios que estajam ligados a este tipo de cuidado. Um item interessante, principalmente para tempos mais úmidos, são os saquinhos de sílica, que servem para manter a humidade longe dos seus equipamentos e consequentemente também os fungos.

Baterias e cartões de memória

Um ponto importantíssimo a se tomar muito cuidado são as baterias e cartões de memória, estes são o coração da câmera e sem eles desista de trabalhar. Trabalha com cartões de lenta gravação em eventos esportivos, é pedir para sair deste meio. Claro que a câmera influencia muito neste item, porém uma boa câmera com cartões lentos, mata qualquer um de raiva. Pense nisso quando for comprar CF Cards para sua câmera. Em questão de capacidade, esta preferência varia de fotógrafo para fotógrafo. As marcas mais famosas são extremamente confiáveis no que diz respeito a armazenar as 5000 fotos em um único cartão de 16GB ou 32GB. Eu particularmente prefiro ter alguns cartões de 8Gb, 4GB, 2Gb e até 1GB. Prefiro trocar cartões com mais frequência, a perder todo um trabalho por uma falha neste único de 32GB. Como disse, a confiabilidade destas marcas mais famosa está em alta, mas a garantia de meio trabalho na mão é melho que ele todo perdido.

Já as baterias, procure usar sempre as originais. Conheça bem seu equipamento para saber a autonomia de uso de uma bateria para poder medir quantas delas precisará levar. E não se esqueça do carregador. Na noite anterior, verifique as cargas de cada uma para estar prevenido.

Abrirei um parêntese aqui para falar sobre o Flash e as pilhas. Como com a câmera, saiba também mais ou menos a autonomia de uso de pilhas para seu flash. Eu recomendo o uso de pilhas recarregáveis, uns 2 ou 3 jogos, e ainda levo sempre mais 2 jogos de pilhas alcalinas, para caso eu tenha alguma necessidade. Lembre-se ainda de levar o carregador de pilhas.

Como as pilhas são para o flash, então caso esteja levando, verifique a possibilidade de levar um segundo flash que servirá de slave, ou alguma sombrinha para simular um mini-estúdio. Neste caso, lembre-se também do tripé. Vai precisar de algum difusor, rebatedor, cabo cord ou flash trigger? Lembre-se então de separar um local para eles.

Não estou aqui comentando sobre a questão da voltagem em certos locais, mesmo porque este tipo de problema é difícil de enfrentar com carregadores e fontes de baterias de notebooks atuais, que em quase todos os casos já são bivolt, mas nada impede de dar uma conferida para não queimar algum equipamento por acaso. Procure se informar antes e leve um transformador se necessário.

Amanhã publico a segunda parte.

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