Fotógrafo, você ainda não utiliza o Lightroom?

Há quinze anos atrás surgiu uma revista que veio para modificar a forma como é transmitida os ensinamentos e matérias referentes ao mercado fotógrafico. Desde a criação da Photos e Imagens, revista na qual escrevo bimestralmente, muito se modificou desde seu nascimento e com a maturidade necessária esta acompanhou com muita precisão e evoluiu em conjunto com as mesmas.

As tecnologias também foram alteradas. Do filme migramos para o digital e o que antes era um laboratório químico num quarto escuro hoje pode ser resumido em alguns poderosos softwares extremamente preparados para revelar nossas imagens. Há 7 anos atrás surge um destes softwares que veio revolucionar o mercado e ditar novas formas de se gerenciar, editar, tratar e entregar as fotografias aos clientes.

Adobe Photoshop Lightroom, comumente conhecido como Lightroom, foi desenvolvido desde suas primórdios com o intúito de atingir com muita firmeza o mercado de fotógrafos profissionais como um software para fazer tudo, unindo diversas ferramentas precisamente desenvolvidas numa sequência muito bem estabelecida, prontas para estabelecer um foco e uma coerência em como podemos melhorar ainda mais nossa performance, passando menos tempo no trabalho de pós-produção deixando mais tempo para o nobre da função do fotógrafo, fotografar.

Não é de assustar que o software conseguiu reunir numa interface simples e muito bem distribuida uma sequencia de ferramentas que nos facilita o entendimento criando um ciclo perfeito de utilização. O Lightroom é feito por fotógrafos, para fotógrafos. Criado pela Adobe, uma empresa já com uma experiência fora do comum herdada inclusive de aplicativos já consolidados como o Photoshop. Mas para a Adobe não bastava simplesmente ter este belo know-how. A consultoria de profissionais da área que iriam testar, exaustar, sugerir e marcar presença firme nos lançamentos de suas versões era algo que já havia sido feito antes em outros software e que não poderiam faltar numa aplicação tão personalizada e tão completa.

Nada foi feito por acaso. O LR surgiu a partir de um módulo já antes conhecido pelos usuários de Photoshop (ACR – Adobe Camera Raw) e a partir dele surgiu os demais módulos de sua interface, porém com um pensamento de atingir ainda mais aqueles que estavam em crescimento e entrando no mercado, alguns cuidados foram tomados. Claro, como qualquer software, quanto melhor os recursos de hardware melhor será a performance, mas atualmente em sua versão 4.2, o LR não requisita um equipamento tão robusto para sua utilização e com um simples computador já é possível colocar em prática o grande potencial. Confira na na dica os requisitos mínimos para sua utilização.

Requisitos Mínimos para rodar o LR

Windows

Processador Intel® Pentium® 4 ou AMD Athlon® 64
Microsoft® Windows Vista® com Service Pack 2 ou Windows® 7 com Service Pack 1
2 GB de RAM
1 GB de espaço disponível no disco rígido
Resolução de 1024 x 768
Unidade de DVD-ROM
Conexão com a Internet necessária para serviços on-line*

Mac OS

Processador Intel Multicore com suporte a 64 bits
Mac OS X versão 10.6.8 ou 10.7
2 GB de RAM
1 GB de espaço disponível no disco rígido
Resolução de 1024 x 768
Unidade de DVD-ROM
Conexão com a Internet necessária para serviços on-line*

Nada mais bacana que um software que podemos personalizar vários detalhes e deixá-lo ainda mais a nossa cara, desde a inserção da nossa logo na tela principal, até a modificação de cores de fundo, inserção de imagens de apoio em pontos específicos da interface, a instalação de diversos plugins que agilizam e tornam o trabalho ainda mais rápido e prazeiroso. Além de deixar o ambiente mais a nossa cara, com a possibilidade de personalizar a interface e até os recursos de utilização, podemos até surpreender os clientes quando exibimos as imagens já direto num ensaio via a utilização de duas telas de exibição, em dois monitores distintos onde o cliente visualiza a imagem em finalização e o fotógrafo tem disponível todas as ferramentas necessárias para tal até a exibição de um slideshow rapidamente gerado através de um de seus módulos, deixando quem está visualizando impressionado com a rapidez e qualidade de seu produto final.

Mas o trabalho um fotógrafo após a captura inicia na escolha das imagens, selecionando quais de todo o montante de imagens existentes irão ser tratatadas e então disponibilizadas. Neste ponto o LR ganha mais um ponto, e possui uma interface e uma capacidade incrível de de ferramentas para gerenciar seu fluxo de trabalho de forma consistente. Já na importação das imagens para dentro do software já é possível deixar todos nós mais tranquilos, escolhendo um local externo para o backup das imagens que iremos trabalhar, eliminando a possibilidade se algum problema ocorrer de recuperar as imagens originais. A partir desta tranquilidade podemos então iniciar com edição, ou seja, a seleção das imagens de forma simples e rápida.

Com atributos diretos e de fácil utilização o LR permite marcar cada imagem e passar para as demais em sequencia de forma muito profissional, sem a necessidade de pastas extras ou outros artifícios.

O foco do software sempre foi a simplicidade e no quesito edição ele mantém exatamente esta filosofia, possibilitando identificar cada imagem com uma determinada característica de atributo e rapidamente filtrar quais delas foram as escolhidas, quais serão postadas num blog ou facebook ou quais serão excluídas, possibilitando encontrá-las facilmente através de filtros poderosos que vão no encontro de palavras-chaves inseridas nas imagens, atributos como bandeiras, estrelas e rótulos de cores também marcados durante a edição ou por informações provenientes da própria câmera, impressas no arquivo no ato do clique, como data e hora da captura e informações técnicas de como a imagem foi capturada (iso, velocidade, abertura de diafragma, etc.)

Quando editamos um material em busca das imagens perfeitas para o evento que cubrimos, nos deparamos com imagens parecidas, em sequencia ou com erros de exposição, tremidas, etc. A visualização na edição é melhor estabelecida quando temos a imagem em tela cheia, possibilitando visuzualizar detalhes como nitidez, foco, exposição, composição e outros demais que irão servir como base para a sua escolha. O LR tem uma solução incrível para cassos comuns e frequentes quando temos mais de uma imagem em sequência que possua características próximas. A utilização dos modos de comparação nos possibilita visualizar imagens disntintas, uma ao lado da outra ou com diversas imagens umas ao lado das outras, possibilitando fazer uma escolha precisa daquela que mais representa o conceito que queremos com o trabalho registrado, melhorando a forma de edição sem a necessidade de ficar no processo quase eterno de ida e volta nas imagens em tela cheia até verificar os erros e acertos entre elas.

Todo este processo pode ser ainda mais agilizado com os atalhos de teclado. Praticamente todos os módulos e comandos possuem atalhos específicos que facilitam e agilizam a aplicação de atributos, filtros, tratamentos ou outros itens que estão disponíveis na ferramenta.

As pastas e diretórios já são velhos conhecidos dos usuários de computadores, porém estes são limitados em algumas questões relacionadas com os sistemas operacionais e não nos permitem algumas ações que as coleções vieram para nos ajudar. As coleções são como se fossem listas de reproduções de músicas, porém no caso de imagens, álbuns de exibição de imagens, onde teremos ali uma determinada seleção de imagens específicas que representam um determinado conceito estabelecido no ato de sua criação. Até então a diferença entre as pastas e coleções não foram claramente distinguidas, mas com a possibilidade de organizar a ordem as imagens internamente, de inserir uma mesma imagem em diversas coleções e em conjunto de coleções que irão deixar ainda mais organizada suas seleções sem que nenhuma imagem seja duplicada ou mais megabites sejam consumidos de seu computador. Além disso, com as coleções inteligentes, podemos elevar o poder dos filtros, anteriormente mencionados, na criação de coleções que irão se auto-alimentar de acordo com determinadas características de pesquisa informadas, mantendo uma “pasta“ com imagens que sempre estarão sendo alimentadas e de fácil acesso para uma posterior utilização. Um exemplo disso é a utilização de dois atributos, como a Bandeira Branca mais 5 Estrelas para a identificação de imagens que irão para meu portfólio. Criando uma coleção inteligente que fará uma pesquisa constante em toda a base de imagens chamada de Portfólio, após a edição e atribuição destes itens às imagens que assim representam, quando acessar a Coleção Portfólio, terei exatamente as imagens que possuem estas características.

A organização e automatização do encontro de imagens é algo que o LR faz com primor, possibilitando uma economia na busca de informação quando necessitamos de uma determinada imagem ou de um determinado bloco de imagens com uma característica específica.

O caminho normal de acontecimento após a edição é o início do tratamento das imagens escolhidas. Este será feito por um módulo, chamado de Revelação, que como mencionado erdou e mantém as mesmas informações do ACR (Adobe Camera RAW). Com isso temos o potencial de tratamento do Photoshop que possui desde o ajuste de corte, a identificação dos níveis de iluminação, a possibilidade de ajustes localizados trabalhando em áreas de muita ou pouca luz, nas áreas azuis, verdes, vermelhas ou amarelas ou num setor específico que será necessário dermarcar com o pincel de ajuste ou com o filtro graduado. Não é possível deixar de fora o poder da redução de ruído, o ajuste de nitidez ou a correção de lentes que a cada versão que passa está mais completa e mais precisa.

O que torna o LR ainda mais fantástico é que todo este tratamento pode ser feito de forma rápida, precisa e com a tranquilidade que tudo isso é de forma não destrutiva. Isso mesmo. Todo e qualquer tratamento pode ser revertido à imagem original, pois este arquivo é sempre preservado. Melhor ainda é poder gerar várias cópias virtuais da mesma imagem, mostrando versões de tratamento distintas e assim como nas coleções não duplicando nenhum arquivo dentro do seu computador. Mais que isso é então a fantástica funcionalidade de se replicar um tratamento a outras várias outras sincronizando cada detalhe que foi utilizado no tratamento com outras imagens em sequência ou salvando este como uma predefinição e possibilitando reutilizar e até distribuir em qualquer outra imagem que esteja dentro do LR.

Estas possibilidades fazem do Lightroom um software ainda mais completo, deixando-o ágil e extramemente detalhista, reunindo em alguns cliques o que seria necessário algumas horas para sua execução em outros softwares. E para finalizar o fluxo de trabalho e entregar as imagens aos seus clientes, temos a possibilidade de exportas as imagens no tamanho, qualidade e formato exato necessário para a sua utilização. Mais que isso, de dentro do próprio software podemos marcar as coordenadas geográficas de onde esta imagem foi cliada, enviar para impressão, criar fotolivros ou uma galeria online, surpreendendo seu cliente com a escolha online das imagens de seu interesse e profissionalizando ainda mais o seu trabalho.

 

Perceba, que a reunião destas informações está ligada ao fluxo de trabalho fotográfico que vai desde a captura, organização, backup, edição tratamento e liberação e nada melhor que um software que possui as caracterísiticas nacessárias para que seja feita da maneira certa, rápida e com qualidade.

O poder do Lightroom vai muito além da sua imaginação e com o uso constante é possível automatizar muitos processos antes morosos no trabalho de pós produção, elevando a qualidade de seu trabalho e possibilitando se dedicar ainda mais aos seus cliques e também a sua famiília.

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