Negativos de colódio

Meu amigo Elmo*, romântico da fotografia analógica e administrador do grupo do Flickr, Foto Clube BH, posto nesta última semana um tópico chamdo de, Negativos de Colódio.

O que me chamou muita a atenção neste post, foi o resgate do uso de câmeras bastante antigas,  da revelação artesanal e as cores e texturas muito predominantes nas imagens geradas.

Estas peculiaridades são,  muitas vezes,  desconhecidas para os atuais fotógrafos “Digitais”. Eu particularmente não conhecia este tipo de negativo e me encantei com as texturas e o romantismo que este trabalho trás. Muitos dizem que não retornariam nunca para um laboratório fotográfico, para ficar sujando as mãos com produtos químicos, outros, como eu, nem se quer passaram por este processo, mas existem muitos que amam as técnias antigas, o modo clássico de se literalmente revelar um negativo e passar horas num laborátório até atingir a coloração e exposição correta da imagem. 

Eu ainda digo, que acho fantástico este trabalho. São técnicas que ficaram na história da fotografia e graças a deus existem várias  pessoas que ainda as utilizam, nos possibilitando aprender muito mais sobre como eram o trabalho de antigamente e como ficou muito facilitado nos dias de hoje.

Como uma opinião, acho que as máquinas digitais e o Photoshop só trouxeram muita praticidade, economia e agilidade para os atuais trabalhos fotográficos. Como exemplo, a possibilidade de se ver uma imagem no ato do seu registro nos possibilitou jamais perder uma paisagem, por um erro de técnica,  por ter exposto o a câmera a uma luminosidade acima da que ela precisava, nos deixando ajustar a câmera para uma nova foto a ser tirada.

Mas devo admitir que, o romantismo do prazer de se registrar uma imagem num filme de 12 poses, e após algumas horas, na expectativa constante, trabalhando em cima de uma única imagem, receber como recompensa aquela linda paisagem em suas mãos, sendo o trabalho todo feito pelo próprio fotógrafo, isto é realmente fascinante.

Segue abaixo o texto original do artigo postado no Foto Clube BH, por Elmo Alves*.

Colódio é um composto de Éter e Álcool em uma solução de nitrato de celulose. Foi inventado por Frederick Scott Archer, que teve a ideia de unir os sais de prata, em 1851, numa placa de vidro. O processo ficou conhecido como “Colódio Úmido”.

Esse processo, acabou com o uso da albumina, pois essa necessitava de vários minutos de exposição para fixar a imagem. Porém havia o inconveniente de preparar a mistura, expor e revelar o material num curto intervalo de tempo.

O tempo médio de exposição caiu de 15 minutos em média para 30 segundos com o colódio.

 

Pois bem, atualmente o professor e fotógrafo David Prifti – pra não dizer que só eu gosto das velhinhas – resolveu fazer renascer o processo, e de posse de uma Câmera View, de 8 x 10″, começou a brincar com o Colódio em vidro.
 

Dá pra sacar na foto acima do obturador da câmera tratar-se apenas da tampa da lente, que era removida e colocada no lugar novamente.

 

E vejam só o que deu:

 

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Elmo Alves

 

 

 

 

* Saiba mais sobre Elmo Alves

 

 

 

 

Algumas dicas de links sobre o assunto, captadas na net:

http://www.alternativephotography.com/ 

http://www.luizmonforte.com/ 

http://www.flickr.com/groups/alternativephotography/

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